Livre?

domingo, 28 de fevereiro de 2016

"Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa"
Legião urbana.







Seja vosso o nosso peito
Seja vossa a nossa carne
Nosso chão, nosso leito
Para que o sorriso desarme

Te entrego minha alma, meu luto
Minha calma de homem justo
Mas me deixe sorrir o amanhã
Te dou meu bem, meu tesouro, meu afã

Depois de ter vendido a liberdade
Serei então feliz?
De olhos fechados à iniquidade
Viverei a ilusão de quem pra tudo sorri?

Nas mãos atadas estará a corrente realmente presa?
Já que os olhos não veem as correntes que nos prendem
Até quando a sentirei tesa
Pelas mentiras que todos mentem?

E quando me cansar dessa tal felicidade
Poderás então me soltar
E a voz responde da eternidade.
"Só tu podes te libertar."

Fera ferida.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Não vou mudar esse caso não tem solução
Sou fera ferida no corpo e na alma e no coração.
Caetano Veloso.



Não, amor não é... Não sendo nem mais paixão que beira a loucura, transformando-se em obsessão. Não passa de um orgulho mortalmente ferido, agonizando sem cessar. Pulsando hoje o não realizado a perda do inalcançável a dor que sucede a adoração.
Porque santos de pau oco perdem o altar, caem quebrando-se aos pedaços.... Então descobrimos a falta interior. O céu desaba e a criatura perde a divindade e eu ainda lhe beijava os pés!
Mas o.orgulho zumbi figura incessantemente aquela não alcançada prece, como se tivesse apagado da pele mas por dentro é tatuagem não cicatrizada. E o desejo de encontrá-lo nem que seja no inferno me rói. Volto a lhe procurar pelas esquinas do inominável, aquelas pelas quais nunca fui. Porque não te decifrei, ó código maldito! Ainda és epitáfio não compreendido, anjo caído...
Ainda sou presa que busca a liberdade. Inalcançavel? Porque espera que aquele ser elevado mostre-me a chave. Mas agora é nas profundezas que vive e não irá emergir. Cadê a chave que eu mesma escondi?
Continua perdida no seio da não amada... Fera ferida querendo ser devorada.

A cidade me comprime e me sufoca.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

"A cidade se encontra prostituída
Por aqueles que a usaram em busca de saída
Ilusora de pessoas de outros lugares
A cidade e sua fama vai além dos mares
No meio da esperteza internacional
A cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos"
Nação Zumbi.



A cidade me acolhe e me sufoca
Relação de amor e ódio estilo barroco
Do quero não quero.
Meretriz que me beija nas ruas
E me sufoca entre quatro paredes
O seu sangue flui no meu quando passos acumulo
A cidade clama apreciação
O calor que seus muros de pedra exalam
Torra a paciência
A cidade nos põe loucos
E enlouquecidamente precisamos andar pelas ruas
Em estados alterados de consciência para encontrarmos harmonia em meio aos caos
Mas eu quero lucidez!
Explodam prédios e casas vcs não me servem
O modelo é falho
E a falha estressa cucas frias
Frita os miolos
Zumbis mortos de calor
Derretendo por dentro a cada gota que escorre na testa
Picolés humanos
Nos entalamos no nosso próprio palito
Aquele que jogamos na rua e entupimos boeiros
Os boeiros de nossa mente
Quebrando o fluxo de ideias
Mentes entupidas de lixo
Cidade não quero mas te preciso
Asfalto não quero mas te preciso
Õnibus lotado não quero mas te preciso
Casa não quero mas te preciso
E as necessidades nos entortam
Até quebrarmos
Ou escolhermos soltar a corda que nos pesa
E perceber que os incomodados devem se mudar.

Bem que eu tentei me mudar... passei um mês na casa de praia da família mas tive que voltar porque meu vô doente, porque não há dinheiro pra ficar indo e vindo... então terei que aguentar a corda indeterminadamente....

O reflexo dos vazios.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.
Frida Kahlo



Mulher veja nos teus próprios traços o teu amor
Depositado nos teus olhos serenos de amanhã
Onde renascerá o teu vigor
Sereis sábia sem compartilhar a maçã

Não espere de outras bocas
Os sorrisos de nascer do dia
O sol te ilumina quando te tocas
Reacendendo o amor à revelia

Daqueles que estão sós acompanhados
Pelo medo dos dias parecerem sombrios
Sem perceber que o ser amado
Opaca o sol que deveria refletir nos vazios

Refletimos no que nos falta
Só nos preenchemos na solidão
Não sejais incauta
Buscando no outro auto-afirmação.

O poema é o nude da alma.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Amadeo Modigliani

Teu corpo é poesia
Dividida em quatro estrofes
Leio teus lábios gravados no meu
Carimbo o nosso amor sobre teus seios
Leio os pêlos no traço do teu prazer
Minha língua reescreve a paixão nas tuas coxas
Derramas em mim o sumo da tua alma
Despida do verbo carne


Sempre foi tudo vaidade debaixo do sol

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015


"Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito."
Rei Salomão

Fazer uma selfie
Sem procurar o self
Jung se irritaria com a vil apropriação...
Caras e bocas sorriem para amigos imaginários.
As máscaras não despem mais o rosto.
É moda, então farei, mesmo não gostando...
O que gosto? Já nem sei mais... parei de conversar comigo mesmo.
Preciso deitar no divã e contar meus problemas pra todo mundo que não conheço.
Enaltecer o ego com mil fotos próprias.
A vida só é arriscada se houver uma na beira do penhasco.
Selfies matam mais que ataques de tubarão.
E a essência tornou-se cega após tantos flashes...
Os narcisos de hoje morrem batendo selfies...
E como diria Salomão: sempre foi tudo vaidade debaixo do sol...

Sei que já abordei temática semelhante e até a foto é praticamente igual, mas eu sinto que a vaidade é um tema muito em voga e há necessidade de pensarmos sobre e também escrever é uma prática de exorcismo dos meus próprios demónios em auto-análise.

Dúvidas à geladeira.

sábado, 28 de novembro de 2015

"Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira"
Cazuza.




Passei a noite toda tentando decifrar aquele conjunto de sorriso e abraço no final do dia naquela esquina que encruzilha nossos caminhos. Não tive respostas como todas as outras vezes e nem o sono vinha para que eu pudesse pergunta-lhe em sonhos.
O encanto virou paixão e a paixão está virando loucura? É invenção de uma mente desocupada ou são sinais que o ser desejado consegue perceber? Aqueles olhos amendoados dizem algo à esses olhos opacos ou o brilho é só um reflexo sem importância? Tento não pensar. Continuo a rolar na cama enquanto as horas passam.
No dia seguinte ela estará tão radiante quanto de costume com seu sorriso encantador e as bochechas rosadas e eu com olheiras e bocejos. Ela perguntará “Ainda com problemas para dormir?” com a sua voz doce. Eu concordarei não direcionando o olhar para ela e a minha mente responderá “É... a geladeira não responde as minhas perguntas...”

Estava procrastinando postar no blog rs. Fui voltar pro twitter e ainda fiz um instagram, acabo gastando meu tempo livre neles. Mais no twitter, comprovei algo que já imaginava, que nã ia curtir muito o instagram, acho meio chato esse papo de só ficar curtindo foto, talvez eu tenha que seguir perfis mais interessantes... mas eu só fiz mesmo pra ser um álbum de registro do crescimento do Theo porque se roubarem meu cel baubau fotinhas fotos do bebêzinho. Sigam me ai: twitter @lusampaiiio instagram @theocaradepastel 
 
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